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Murray revela que conhecia o atirador de massacre em sua escola

Andy Murray é protagonista de um documentário que conta como foi o seu processo de recuperação das cirurgias no quadril. No entanto, além do período complicado da lesão, o ex-número 1 do mundo também tocou em outro assunto delicado da sua trajetória: o massacre que presenciou em sua escola.

Em 1996, Thomas Hamilton, de 43 anos, entrou no colégio de Dunblane, na Escócia, onde Andy e seu irmão Jamie estudavam e matou 16 crianças e um professor. O atirador, que na sequência do ataque se matou, era um conhecido do britânico

“Obviamente, teve aquilo que aconteceu em Dunblane, quando eu tinha por volta de nove anos. Tenho certeza que foi difícil para todas as crianças por diferentes razões. Mas, o fato é que eu conhecia o cara, nós íamos para o clube infantil dele, ele já tinha estado no nosso carro, já tínhamos dado carona para ele até estações de trem, coisas assim”, declarou Murray no documentário Andy Murray: Resurfacing.

“Foi um tempo difícil sendo criança, de ver e não entender bem o que estava acontecendo. Meu irmão Jamie também saiu de casa para treinar e jogar tênis. Nós, obviamente, costumávamos fazer tudo juntos. Quando ele se mudou, foi também bem difícil para mim. Naquele tempo e depois disso, por um ano ou um pouco mais, eu comecei a ter crises de ansiedade quando eu estava jogando tênis. Quando eu competia, tinha problemas sérios para respirar. O tênis foi uma fuga para mim de algumas maneiras porque todas aquelas coisas aconteceram e não queríamos falar sobre isso. O tênis me permitiu ser criança. Esse é o motivo de ser importante para mim”, completou.

Durante a coletiva de lançamento do documentário, Murray revelou que já consegue jogar sem sentir dores no quadril e que o Aberto da Austrália será um grande teste para saber a sua condição física. Durante o Grand Slam de Melbourne neste ano, ele chegou a anunciar a aposentadoria por não conseguir mais suportar as dores.

Gisèle de Oliveira

Gisèle de Oliveira

Jornalista apaixonada por esportes desde sempre, foi correspondente internacional do “Diário Lance!” na Austrália, quando cobriu os preparativos para os Jogos Olímpicos de Sydney-2000, e editora do jornal no Rio de Janeiro, trabalhou na “Gazeta Esportiva” e foi colaboradora de especiais da revista “Placar”, entre outras experiências fora do universo esportivo. Mineira de nascimento, paulistana de coração, é torcedora inabalável de Rafael Nadal, Michael Phelps, Messi e Rafaela Silva. Adora tênis, natação, judô, vôlei, hipismo e curling (sim, é verdade). Sagitariana e são-paulina teimosa, agradece por ter visto a Seleção de futebol de 82 de Telê, o São Paulo também do mestre Telê, o Barcelona de Guardiola e a Seleção de vôlei de Bernardinho em seu auge. Ah, chora em conquistas esportivas, e não apenas de brasileiros.

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