Para os amantes de esportes olímpicos
Início » Água » Passaporte roubado, prancha emprestada… Italo Ferreira vive saga para competir no Japão

Passaporte roubado, prancha emprestada… Italo Ferreira vive saga para competir no Japão

Italo Ferreira passou por uma verdadeira epopeia para poder competir no Isa Games, competição que torna um surfista elegível para os Jogos de Tóquio-2020. O surfista brasileiro enfrentou vários problemas para chegar ao Japão, desembarcou em cima da hora e caiu na água com uma prancha emprestada e de bermuda jeans para ganhar a sua bateria.

“Do aeroporto direto para a bateria. Uma das coisas mais loucas que já fiz”, afirmou em suas redes sociais.

Os problemas do surfista começaram quando ele teve o seu passaporte furtado nos Estados Unidos. Ele precisou correr atrás de uma nova documentação para embarcar para a competição. Ao chegar em Miyazaki, Filipinho, que já tinha vencido a sua bateria, esperava o amigo com uma prancha na mão. Italo apenas colocou a camiseta do torneio e entrou no mar com a bermuda de pano grosso, mesmo não sendo indicado para o esporte de alto rendimento.

O brasileiro começou a disputa faltando oito minutos para a bateria acabar. Mesmo sem prioridade, eles conseguiu pegar as ondas para vencer a série com 3,46 pontos, à frente de Leandro Usuña, da Argentina (12,60), do mexicano Dylan Southworth (11,34) e do norueguês Frode Goa (3,13).

“Foi uma semana muito louca para mim. Algumas horas atrás eu estava na embaixada americana deixando meu passaporte para visto. Peguei o primeiro voo e com oito minutos entrei na bateria, os juízes não viram que entrei no mar, não havia prioridade para mim. Comecei com prioridade quatro e consegui pegar duas ondas com a prancha do Filipe e com essa bermuda. Tudo estava errado, mas acabou bem”, declarou em entrevista ao Duke.

Gisèle de Oliveira

Gisèle de Oliveira

Jornalista apaixonada por esportes desde sempre, foi correspondente internacional do “Diário Lance!” na Austrália, quando cobriu os preparativos para os Jogos Olímpicos de Sydney-2000, e editora do jornal no Rio de Janeiro, trabalhou na “Gazeta Esportiva” e foi colaboradora de especiais da revista “Placar”, entre outras experiências fora do universo esportivo. Mineira de nascimento, paulistana de coração, é torcedora inabalável de Rafael Nadal, Michael Phelps, Messi e Rafaela Silva. Adora tênis, natação, judô, vôlei, hipismo e curling (sim, é verdade). Sagitariana e são-paulina teimosa, agradece por ter visto a Seleção de futebol de 82 de Telê, o São Paulo também do mestre Telê, o Barcelona de Guardiola e a Seleção de vôlei de Bernardinho em seu auge. Ah, chora em conquistas esportivas, e não apenas de brasileiros.

1 comentário