Para os amantes de esportes olímpicos
Início » Bola » Kyrgios puxa campanha de doação por aces para vítimas de incêndios na Austrália

Kyrgios puxa campanha de doação por aces para vítimas de incêndios na Austrália

Tido como bad boy dentro das quadras, o australiano Nick Kyrgios está liderando uma campanha para ajudar as vítimas dos incêndios florestais que vêm assolando seu país. Desde segunda-feira, ao menos oito pessoas morreram e 18 estavam desaparecidas. As chamas já consumiram mais de quatro hectares de terras e destruíram mais de mil casas, incluindo 381 lares no litoral sul, apenas nesta semana, forçando a transferência de milhares de pessoas.

Kyrgios não conseguiu ficar indiferente diante da terrível situação e anunciou sua ajuda nas redes sociais. “Estou dando início ao apoio às pessoas afetadas pelos incêndios. Vou doar US$ 200 [cerca de R$ 800] para cada ace que acertar em todos os torneios que participar durante o verão”, escreveu o tenista em sua conta no Twitter.

Atual número 30 do mundo, Kyrgios é dono de um dos saques mais potentes do circuito de tênis e teve uma média de 16,6 aces por jogo em 2019.

A atitude do australiano inspirou seus compatriotas e companheiros de equipe que estão disputando a ATP Cup, justamente no país. Alex de Minaur não apenas tomou parte na campanha como subiu a oferta. “Gosto disso, vou de US$ 250 [cerca de R$ 1 mil] por ace, mas só porque acho que não vou acertar tantos aces quanto você, amigo”, tuitou o jovem De Minaur, de apenas 20 anos e que ocupa a 18ª posição do ranking. Número 48 do mundo, John Millman seguiu os passos de seus conterrâneos. “Não estou no mesmo nível que vocês, rapazes, mas quero fazer parte. Darei US$ 100 [R$ 400] por cada ace durante o verão australiano”.

Equipe da Austrália antes do início da ATP Cup. Crédito: ATP

Antes mesmo de anunciar sua iniciativa, Kyrgios propôs à Federação Australiana de Tênis a realização de uma partida de exibição com renda revertida para as vítimas dos incêndios. O tuíte teve mais de 13 mil curtidas. “É trágico o que está acontecendo, especialmente com a minha cidade, Camberra, estando sob fumaça, a fumaça mais perigosa no momento”, disse ele durante entrevista coletiva da ATP Cup, em Brisbane.

“É obviamente triste o que está acontecendo. Não há previsão de chuva para os próximos quatro meses, então, não parece que os incêndios vão diminuir em breve, o que é bastante triste”, completou o tenista.

Diretor-executivo da Tennis Australia (a federação australiana), Craig Tiley afirmou que será feita uma campanha para angariar fundos em várias cidades para ajudar aqueles que foram afetados pelas chamas. Já a Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) prometeu doar US$ 100 para cada ace dado durante a ATP Cup, para ajudar a Cruz Vermelha Australiana. “Com a expectativa de mais de 1,5 mil aces nos jogos individuais e de duplas na fase de grupos e no mata-mata, em Sydney, a contribuição da ATP Cup deve exceder US$ 150 mil [cerca de R$ 600 mil]”, afirmou a entidade em um comunicado.

Nas partidas desta sexta-feira pela ATP Cup, Kyrgios acertou 20 aces diante do alemão Jan-Lennard Struff, enquanto De Minaur, como ele já havia avisado, conseguiu apenas dois na vitória sobre Alexander Zverev.

Que venham muito mais aces!

Gisèle de Oliveira

Gisèle de Oliveira

Jornalista apaixonada por esportes desde sempre, foi correspondente internacional do “Diário Lance!” na Austrália, quando cobriu os preparativos para os Jogos Olímpicos de Sydney-2000, e editora do jornal no Rio de Janeiro, trabalhou na “Gazeta Esportiva” e foi colaboradora de especiais da revista “Placar”, entre outras experiências fora do universo esportivo. Mineira de nascimento, paulistana de coração, é torcedora inabalável de Rafael Nadal, Michael Phelps, Messi e Rafaela Silva. Adora tênis, natação, judô, vôlei, hipismo e curling (sim, é verdade). Sagitariana e são-paulina teimosa, agradece por ter visto a Seleção de futebol de 82 de Telê, o São Paulo também do mestre Telê, o Barcelona de Guardiola e a Seleção de vôlei de Bernardinho em seu auge. Ah, chora em conquistas esportivas, e não apenas de brasileiros.

Adicionar comentário