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Medalhas paralímpicas trazem novidade e valorizam o toque

Objeto de desejo de atletas do mundo inteiro, as medalhas da Paralimpíada do ano que vem foram lançadas recentemente pelo comitê organizador, e com novidades. Além de conter a inscrição “Tóquio-2020” em braile na parte da frente, cada uma delas terá, pela primeira vez na história dos Jogos, recortes circulares – pequenos furos – em sua lateral, para que possam ser identificadas com facilidade pelos esportistas com deficiência visual, sendo uma marca para a de ouro, duas para a de prata e três para o bronze.

Criadas pela designer Sakiko Matsumoto, as medalhas trazem uma representação estilizada do tradicional leque japonês, “como a fonte de um novo vento que refresca o mundo, além de uma experiência compartilhada que conecta corações e mentes diversas”, como explicaram os organizadores. Unidas por um eixo, cada parte desse leque retrata a natureza do Japão, com suas flores, folhas, madeira, pedras e água. Trabalhados em baixo e alto-relevo e com tratamentos variados, cada elemento natural irá proporcionar uma sensação diferenciada e única ao simples toque.

Alguns números

Com 85mm de diâmetro, as medalhas da Paralimpíada de Tóquio podem variar entre 7.5mm a 10.7mm de espessura e pesar 526g (ouro), 520g (prata) e 430g (bronze). Quanto à sua composição, a medalha de ouro será feita de – para surpresa de alguns – de prata e banhada com 6g de ouro; quem ocupar a segunda posição no pódio receberá uma medalha de pura prata; já a de bronze será produzida com 95% deste metal e 5% de zinco.

Dados curiosos, com certeza, mas o que realmente interessa para o atleta será o valor sentimental e tudo o que estará representado naquele objeto, independentemente de seu peso, cor, diâmetro ou espessura.

Gisèle de Oliveira

Gisèle de Oliveira

Jornalista apaixonada por esportes desde sempre, foi correspondente internacional do “Diário Lance!” na Austrália, quando cobriu os preparativos para os Jogos Olímpicos de Sydney-2000, e editora do jornal no Rio de Janeiro, trabalhou na “Gazeta Esportiva” e foi colaboradora de especiais da revista “Placar”, entre outras experiências fora do universo esportivo. Mineira de nascimento, paulistana de coração, é torcedora inabalável de Rafael Nadal, Michael Phelps, Messi e Rafaela Silva. Adora tênis, natação, judô, vôlei, hipismo e curling (sim, é verdade). Sagitariana e são-paulina teimosa, agradece por ter visto a Seleção de futebol de 82 de Telê, o São Paulo também do mestre Telê, o Barcelona de Guardiola e a Seleção de vôlei de Bernardinho em seu auge. Ah, chora em conquistas esportivas, e não apenas de brasileiros.

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