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Quem foi rei nunca perde a majestade; Nadal que o diga

Dez títulos em Roland Garros, 15 troféus de Grand Slam conquistados e o retorno ao segundo lugar no ranking mundial. Estes foram os feitos alcançados por Rafael Nadal no domingo (11) ao atropelar Stan Wawrinka na final do Aberto da França por 3 sets a 0, parciais de 6/2, 6/3 e 6/1.

Um ano atrás, quando o espanhol desistiu do torneio francês na terceira rodada por causa de uma contusão no punho, que também o tirou de Wimbledon, ninguém poderia acreditar que ele estaria fazendo história novamente no saibro de Paris. Rafa não apenas se sagrou campeão como chegou ao título sem perder sequer um set durante o torneio, repetindo o feito de 2008 e 2010.

O resultado em Roland Garros veio para coroar um primeiro semestre impressionante, em que Nadal vencera os Masters 1000 de Madri e Monte Carlo e o ATP de Barcelona, e ainda foi vice do Aberto da Austrália e do Masters 1000 de Miami, perdendo ambos para ninguém menos que Roger Federer.

Além disso, a vitória em Paris alçou o espanhol ao segundo lugar do ranking, posição que não ocupava desde outubro de 2014. Com 7.285 pontos, ele está 2.605 pontos atrás do líder Andy Murray, que tem 9.890. O que isso significa? Que Rafa pode voltar a sonhar outro sonho que parecia impossível há alguns meses: ser novamente o número 1 do mundo. Enquanto ele não disputou a temporada de grama no ano passado, Murray tem pontos importantes a defender nas próximas semanas, uma vez que foi campeão do Torneio de Queens e em Wimbledon. Sendo assim, Nadal pode assumir a ponta do ranking caso conquiste o tricampeonato em Wimbledon, independentemente dos resultados do britânico.

Para quem cogitou encerrar a carreira em 2014, o ano de 2017 está sendo recompensador. Agora é aguardar para ver o que esse surpreendente Nadal será capaz de fazer. Emoção, com certeza, não faltará ao circuito de tênis.

Gisèle de Oliveira

Gisèle de Oliveira

Jornalista apaixonada por esportes desde sempre, foi correspondente internacional do “Diário Lance!” na Austrália, quando cobriu os preparativos para os Jogos Olímpicos de Sydney-2000, e editora do jornal no Rio de Janeiro, trabalhou na “Gazeta Esportiva” e foi colaboradora de especiais da revista “Placar”, entre outras experiências fora do universo esportivo. Mineira de nascimento, paulistana de coração, é torcedora inabalável de Rafael Nadal, Michael Phelps, Messi e Rafaela Silva. Adora tênis, natação, judô, vôlei, hipismo e curling (sim, é verdade). Sagitariana e são-paulina teimosa, agradece por ter visto a Seleção de futebol de 82 de Telê, o São Paulo também do mestre Telê, o Barcelona de Guardiola e a Seleção de vôlei de Bernardinho em seu auge. Ah, chora em conquistas esportivas, e não apenas de brasileiros.

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