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O retorno do rei do saibro

Determinado, focado, destemido, não larga o osso… Esses são alguns dos termos mais comuns usados para elogiar e definir Rafael Nadal. E quem poderia discordar? Neste domingo o espanhol se tornou o primeiro tenista a conquistar dez títulos em um mesmo torneio ao derrotar o compatriota Albert Ramos-Vinolas por 6/1 e 6/3 na final do Masters 1000 de Monte Carlo, feito que poderá se repetir em breve no ATP de Barcelona e em Roland Garros.

Nadal precisou de muito foco e determinação para voltar a jogar em alto nível nesta temporada, após o frustrante ano de 2016, quando, mais uma vez, suas pretensões foram atrapalhadas por uma contusão.

Poucos tenistas tiveram o fim de sua carreira tão especulado quanto Nadal nos últimos tempos. E não sem razão, as lesões vêm castigando o espanhol e forçando-o a abandonar torneios importantes precocemente, como em Roland Garros 2016. Pé, costas, punho foram o martírio de Rafa no passado recente. Mas se ele é destemido dentro de quadra, fora dela é ainda mais. E para cada decepção com uma nova contusão ele respondia com dedicação total ao tratamento e trabalho de recuperação.

E para quem apostava na aposentadoria de Nadal, o espanhol mostrou que ainda tem cartas na manga. Se não tivesse sido ofuscado por Roger Federer, que o derrotou nas finais do Aberto da Austrália e do Masters 1000 de Miami e nas quartas de final do Masters de Indian Wells, todos estariam falando do retorno espetacular de Rafa.

Nadal duela não apenas com seus adversários, seu corpo se tornou um rival traiçoeiro. Que a temporada no saibro nos permita desfrutar um pouco mais desse tenista fora de série. Em seu agradecimento hoje em Monte Carlo, Nadal deixou claro que pretende voltar no ano que vem, que assim seja. Determinação para isso não faltará. Vida longa ao rei do saibro, já são 50 troféus na terra batida.

Gisèle de Oliveira

Gisèle de Oliveira

Jornalista apaixonada por esportes desde sempre, foi correspondente internacional do “Diário Lance!” na Austrália, quando cobriu os preparativos para os Jogos Olímpicos de Sydney-2000, e editora do jornal no Rio de Janeiro, trabalhou na “Gazeta Esportiva” e foi colaboradora de especiais da revista “Placar”, entre outras experiências fora do universo esportivo. Mineira de nascimento, paulistana de coração, é torcedora inabalável de Rafael Nadal, Michael Phelps, Messi e Rafaela Silva. Adora tênis, natação, judô, vôlei, hipismo e curling (sim, é verdade). Sagitariana e são-paulina teimosa, agradece por ter visto a Seleção de futebol de 82 de Telê, o São Paulo também do mestre Telê, o Barcelona de Guardiola e a Seleção de vôlei de Bernardinho em seu auge. Ah, chora em conquistas esportivas, e não apenas de brasileiros.

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